mardi 7 octobre 2008

Os dias são mortos. E as noites sempre tão serenas. O bons momentos são poucos. E a felicidade tão pequena, egoísta. A rotina é mais insuportável que o normal. Tudo me leva ao pranto. Tudo me carrega para longe do prazer. Navego em mar frígido. A conrrenteza do fluxo dos acontecimentos me leva para a escuridão. Eu me desespero, choros, soluços, idéias de libertação falsas. Ilusão. Mas eu fico cega, totalmente. Sem combustível eu não sou nada, minhas vontades andam sufocadas, minhas verdades traduzidas em mentiras geladas. Minha dor toda mantida no meu coração. O problema é essa prisão... Não vejo o sol nascer, não tenho o menor poder, minha alma não é mais alimentada.

dimanche 28 septembre 2008

Eu me expresso por meio de palavras
Tento me descobrir refletindo a minha mente
Liberto as falas, antes caladas
E demonstro que o receio é melhor ausente

Esse lugar guarda histórias
Esse tempo presencia mudanças
As vezes o que me resta é a memória
As vezes o que sobra são as intermináveis andanças
Quero me desligar do mundo. Preciso me livrar desse vício que é viver. Antes era vontade, agora se tornou necessidade abolir tudo o que não me consome. Porque eu preciso ser tragada, quero que o mundo inspire o meu ser. Alguma coisa eu hei de poder mudar, algum acontecimento eu sou capaz de dirigir. Cansei de não transparecer meus sentimentos, cansei de pensar em hipóteses, cansei de aprisionar minhas idéias e ilusões. Vou libertá-las, vou permiti-las se conhecerem.
Vou autorizar que elas se machuquem. Para doer, para aprender, evoluir. Quem não se cansa é porque nunca chegou ao seu melhor, nunca exercitou seu limite. Quem não se cansa é porque nunca se explorou. Quem não se cansa são as crianças que possuem energias inesgotáveis para os prazeres. O nosso gozo – o gozo do amadurecido que ontem era criança – custa caro. O nosso gozo tem conseqüências drásticas. O nosso gozo, talvez não valha a pena. Quando o tamanho da capacidade é reduzido, a alma é pequena. Quando a última cena ocorrer, pensarão no passado, pensarão nos resquícios de sofrimento que antes haviam curado, mas a verdade não mente e não tem pena de si. A verdade não tem compaixão e é fria no seu veredicto. A verdade, talvez cruel, talvez sincera demais. A verdade, fatal, a verdade que salva momentos e que ao mesmo tempo destrói nações. O que compensa, quem somos nós para medir? O que precisamos fazer, porque tanto sentimos aqui? Porque a presença da angústia e da dor é sempre tão forte? Porque as pessoas temem a morte? Esse mundo que eu desprezo, é o mesmo que me instiga. Essas almas perdidas que eu tanto tenho dó, ora me refugio, ora me abro e me exponho para tamanho fingimento, para algo que no fundo, eu sei que não valerá a pena. Mesmo sabendo, eu costumo insistir. Não entendo meus desejos que tanto se contradizem. Não entendo meu espírito que ora finge que não existe. E me faz acreditar que tudo acabou, que não há porquê algum nisso que é denominado vida. A vida, as vezes apenas um vazio. E essa mesma vida, de repente se permite deixar os sentimentos ferverem dentro de si.

dimanche 31 août 2008

Realidade Inconveniente

Transformo meu rascunho em obra prima
Meu rabisco agora é arte
Expresso o que tanto me fascina
Através dessa sua face
De repente eu me sinto possuída
Pelos códigos que sou capaz de decifrar
Talvez seja essa minha sina
Talvez eu consiga suportar

O quanto me dói ser realista
É o quanto te dói o fingir
Suas idéias desprezíveis
Só farão o mundo ruir

Ninguém enxerga, ou fingem não perceber
Os fatos que tanto fazem questão de transparecer
Que o mundo é um desastre
Parece que desejam que tudo acabe
Parece que se cegam em meio à hipocrisia que chamam de vida
Não irão se cansar até a última alma ser destruída.

dimanche 24 août 2008

Possuía um olhar cego, um olhar morto - e infelizmente, nada mudaria isso. Impossível era corromper aquela barreira tão forte e fria, e tão convicta de si. Depender de outras forças, outras atuações, as coisas não deviam ser assim. Está tudo errado, tudo fora do lugar. Mas qual seria o lugar certo ? Qual seria o certo ? Qual seria o errado ? Essa terra anda muito desorganizada...
O mundo censura sem saber o porquê. A humanidade limita sua própria espécie. Tudo é decadência, tudo é tentativa que não chega até o final, até o propósito inicial. Eu não reconheço a minha pessoa, porque a cada dia se revela diferente. Não sei se sou várias ao mesmo tempo, não sei se é a minha mente querendo me confundir. Ela gosta de me tirar do lugar que me conforta. Me fazendo descobrir mais anseios, novas formas. Ela adora me desafiar. Me tirando do sério, me fazendo reconhecer que eu me descontrolo quando descubro o que é amar.
No cume do suportável vai haver a necessidade da libertação - esta que a minha mente nunca me proporcionou, só se preocupava em aprisionar o meu coração.

vendredi 8 août 2008

O único mundo verdadeiramente livre é o dos sonhos

Há de haver um dia
Sem espaço para angústias, sem melancolia.
Quando e onde tudo permanecerá na serenidade
Não se abrirão possibilidades para sangrentos e dolorosos ataques.

Há de haver um dia
Que o Sol virá a raiar
Sem exceções, ele iluminará infinitas nações
De uma só vez, carregará a plenitude
Em uma dose de sensatez.

Há de haver um dia
Quando tudo acabar
O rumo do resto a humanidade desconhecerá.
Ela desconhece a si própria.
Onde as memórias irão compartilhar dores
E os afagos farão esquecer antigos amores.

samedi 26 juillet 2008

Apenas lembre-se que se a luz parecer nunca chegar, ela irá se aproximar. Se em algum momento ela fingir que não existe, e se isso te impedir de sorrir, eu estarei olhando por você. Eu estarei em contato com a sua alma, e farei ela luzir, independente do momento em que a luz hesitar em surgir.
Porque foi você que me fez sentir firme no momento em que tudo que eu queria escorreu das minhas mãos, e fazia questão de escapar do meu controle. A sua firmeza me alimentava e impedia de adoecer o meu amor. O seu olhar me impedia de renunciar a sentir. Você só me fazia querer viver cada vez mais e mais. E, se agora, em alguma hora eu te ver cair, a minha mão será a primeira a surgir nesse seu extenso e acolhedor olhar. É que eu preciso te ajudar a levantar, sempre e sempre. Preciso de doses mais freqüentes do seu calor que transmite tanta vontade de aproveitar cada dia, cada ciclo, cada sol que poderá raiar.
Se esse nosso tal caso for passageiro, eu me encarrego de aumentar esse curto prazo, me comprometo a saber usar o anseio. Agora, chegue mais perto. Não existe errado e certo nessa nossa terra.
Não existe possibilidade de queda ao seu lado. Não quero nunca precisar me afastar da minha fonte de solidão, mas sou incapaz de esquecer a sua singela atenção. O que há entre nós não é apenas uma atração fugaz. Em você eu me conforto, faço do seu amor o meu cais. Consigo transformar melancolia em inspiração, você consegue transformar magia em seus gestos. Traduz sutileza na sua visão sábia sobre tudo e o além disso que está ao nosso alcance. Você é o meu pulmão, a minha última chance de sobrevivência nessa essência tão intragável que me cerca. Portanto, para você a minha porta vai se manter sempre aberta. Não importa o que fizer, não importa aonde errar. Gosto do jeito que é, me encantei por sua forma de pensar.
Há muito tempo eu não produzia assim, só você é capaz de despertar o melhor que há dentro de mim. Chegou sendo claro nas intenções, eu sempre soube do risco. Mas as canções me enfeitiçaram, vejo meus rabiscos transformados em arte. Qual a parte sua pela qual mais preza? Qual o preço desse seu sorriso que eu quero ter até meu último dia? Porque o ar respirado por você tanto me interessa? Eu não acordei, quero dormir e ser capaz de sonhar até onde eu me sentir capacitada de te amar.

jeudi 17 juillet 2008

Falta praticar humanidade nesse mundo
Falta enxergar além do obscuro
É necessário ver com a mente
E é necessário, às vezes, permanecer descontente

É preciso saber sofrer antes de amar
É preciso saber sofrer antes de viver
É impossível não se machucar.

Ninguém é capaz de assumir a tristeza
Ninguém é capaz de se negar liberdade
São capazes de engolir a fraqueza
A troco de momentos raros de felicidade

Quem finge que vive bem
Finge também não sofrer
Quem acredita em perfeição
Pensa impossível ficar sem alguém
Mas no final, não há jeito, sua alma vai arder
Ou congelar.
Pois nenhum coração depende de outro
Para ser capaz de amar.

Quem tanto expõe suas idéias
Tanto tem receio de modificá-las
Quer sempre um lugar, quer sempre uma platéia
Porque no fundo não sabe desfrutar de suas próprias asas.

Meu vômito vai servir pra mais tarde
Eu reciclar minha vontade de voar
E fazer disso um benefício
Enquanto minha alma arde, ela se queima
Eu vou aprendendo a arcar com as conseqüências
Do estranho e dolorido doer da dor
E o ofício que vou adquirir
Vai além de tudo isso, quando eu puder sair daqui.


Só o que conseguem me proporcionar é a chave para a inspiração
Pois abrem as portas e janelas para a tristeza
Abrem caminho vasto para a melancolia
Que entram repentinamente em mim
Quando eu sair dessa prisão
Quando eu for capaz de desconhecer a fraqueza, de tanto a exercitar
Quando das insônias nas noites frias e tristes eu me recordar
Eu hei de descobrir que aquilo não era o meu fim.
Era o início do que agora pode tomar seu devido rumo.
É o início da minha vida, através de minha autoria, finalmente.
Eu quero escolher meus caminhos, eu quero escrever minha escolhas
Eu não vou mais me sentir sozinha, na ausência da liberdade.
Posso até sentir saudade, admito meus sentimentos
Mas a fase passa, e permanece apenas em alguns poucos momentos.




Sonho com esse dia, ou talvez com essa noite
Sonho em aproveitar de verdade a melancolia
Sonho a cada instante em cicatrizar os meus doídos cortes tão profundos.

E quando tudo isso acabar, vou lembrar de quem esteve ao meu lado
Vou lembrar dos pensamentos que permaneceram fiéis, dentro de mim
E vou sentir meu coração alagado
De conforto, de jasmins.

dimanche 6 juillet 2008

As pessoas simplesmente não percebem ou fingem não ver
O que eu tanto transpareço e faço questão de estender.

Espero que o fluxo do tempo me ajude e esteja ao meu favor
Espero, de verdade, que ele alivie o meu ardor
Quando tudo fica escuro e eu me vejo sem saída
Surge um outro mundo que me faz sentir desimpedida
E esse tal mundo eu não posso abolir
Vai contra os meus princípios pisar em algo que um dia eu precisei
Foi ele que me impediu de cair
Na sensível hora em que mais me calei
Foi ele que me deu a mão e disse me libertar
De tudo que já machucou meu coração
De tudo que ainda hoje em mim está a sangrar
E eu sei que quando o crepúsculo aparecer
Ele irá surgir dentro de mim
Assim, uma semente de cura virá a crescer
O feito que vai me dominar
É o da recuperação, e com essa arma vou lutar
Até quando puder, até quando me restar tempo para conseguir respirar.

Qua, 25/06/08.

Quando não houver mais o que dizer
As bocas irão se calar
E os ouvidos ficarão atentos
A tudo que pode vir a passar um breve vento.
Assim que tudo acabar, muita coisa irá restar
Muita dor, muita angústia excessiva
Que não sai de um corpo facilmente
Que não se contenta enquanto não vê um ser descontente.
Muita melancolia erosiva é o que vai acontecer.
Os corpos a deixarão transcender.
E termina a magia da parte negativa, e então surge o vício.
O vício traiçoeiro pela tristeza.
Ficar triste é se manter atônito a todo tipo de sentimento. É se mostrar anônimo e indiferente para com a felicidade.
A tristeza faz com que a vontade de viver diminua, porque dá a impressão de que tudo já foi decifrado.
É como se não tivesse mais o que descobrir.
E quando tudo se sabe, vem a impressão de que o mundo veio a ruir de uma só vez.
De repente, não há mais no que se pensar.
Qual a graça de viver, qual virá a ser a graça de amar?
Se tudo isso faz sentido, eu não quero nem saber.
Para mim é importante e necessário questionar o ato de viver.