Porque é sempre tão difícil agüentar tudo? Porque é sempre tão difícil me suportar?
As correntes que me sufocam estão a cada dia mais rígidas.
As certezas que me socorrem estão cada vez mais nubladas.
As sombras que me incomodam estão cada vez mais próximas.
As coisas que me matam estão a cada segundo mais latejantes...
Os receios limitantes estão a cada pensamento mais influentes...
Os meus medos estão a cada respirar mais sádicos...
O meu eu a cada fração de sentimento nesse mundo hipócrita perde um pedaço de si.
Nada que eu falo precisa fazer sentido. Nada que eu faço precisa fazer sentido.
Porque a vida em si já não faz o menor sentido.
A vida é insuportável, intragável e eu desaprendi a digeri-la.
mardi 2 juin 2009
Quero ser quem eu até agora não fui capaz de ser
Quero traduzir minha essência simplesmente sendo
Quero transbordar meu pranto
Não em lágrimas, mas em espetáculos
Estonteantes.
Quero aprender outra língua
Para me expressar de todas as formas possíveis
E impossíveis.
Quero me desfazer do meu juízo
E repensar seu valor
E com isso recria-lo
Mas molda-lo no meu tempo atual.
Pela primeira vez
Preciso largar algumas metas
No meio do caminho
Para não esquecer de viver
E para lembrar do curto prazo
Que tenho para vencer definitivamente
Meus anseios.
Que eu sou
Que eu era
Que eu serei
Minha alma me abandonou
Em uma dimensão de esfera
Tácita, implícita, escondida dentro de si
E assim morrerei.
Morrerei plena do desgosto de viver.
Quero traduzir minha essência simplesmente sendo
Quero transbordar meu pranto
Não em lágrimas, mas em espetáculos
Estonteantes.
Quero aprender outra língua
Para me expressar de todas as formas possíveis
E impossíveis.
Quero me desfazer do meu juízo
E repensar seu valor
E com isso recria-lo
Mas molda-lo no meu tempo atual.
Pela primeira vez
Preciso largar algumas metas
No meio do caminho
Para não esquecer de viver
E para lembrar do curto prazo
Que tenho para vencer definitivamente
Meus anseios.
Que eu sou
Que eu era
Que eu serei
Minha alma me abandonou
Em uma dimensão de esfera
Tácita, implícita, escondida dentro de si
E assim morrerei.
Morrerei plena do desgosto de viver.
vendredi 15 mai 2009
E agora, o que eu sou?
Consequência de vontades e desejos. Me tornei uma fábrica de dores e aprendi a guardar amores sem sofrer. Me cansei de lutar, já não suporto mais viver.
Nunca permiti que a vida escorresse sem a minha autorização, mas agora perdi o respeito.
Será que as melhores coisas são os esboços da perfeição?
De repente tenho tanto a dizer, descrever, definir, narrar, dramatizar.
Mas a brisa que toca minha alma com inspiração fugiu pela janela ou pela porta do meu talvez "descaso" atual.
Esse é o início ou o fim da guerra que há dentro de mim?
Consequência de vontades e desejos. Me tornei uma fábrica de dores e aprendi a guardar amores sem sofrer. Me cansei de lutar, já não suporto mais viver.
Nunca permiti que a vida escorresse sem a minha autorização, mas agora perdi o respeito.
Será que as melhores coisas são os esboços da perfeição?
De repente tenho tanto a dizer, descrever, definir, narrar, dramatizar.
Mas a brisa que toca minha alma com inspiração fugiu pela janela ou pela porta do meu talvez "descaso" atual.
Esse é o início ou o fim da guerra que há dentro de mim?
I lost myself
Vivo a procura de alguma satisfação, de algo concreto e irremediável, indestrutível, inabalável, algo tão forte quanto a estabilidade em si.
Vivo a eterna procura da definição exata para absolutamente tudo - ou para absolutamente nada.
Ultimamente o abstrato tem me influenciado, e o pior dessa situação é a minha incapacidade de enxergá-lo. Sei que existe, porque sinto. Mas não vejo nada. Será isso a loucura? [...]
E o que me mata com mais intensidade não é a presença da angústia, da frustração, da tristeza ou da insatisfação - o que me mata de verdade, de modo eficaz, sou eu perante minha incapacidade de me expressar e de definir e relatar todos os meus medos, minhas angústias, minhas tristezas, insatisfações e frustrações.
Vivo a eterna procura da definição exata para absolutamente tudo - ou para absolutamente nada.
Ultimamente o abstrato tem me influenciado, e o pior dessa situação é a minha incapacidade de enxergá-lo. Sei que existe, porque sinto. Mas não vejo nada. Será isso a loucura? [...]
E o que me mata com mais intensidade não é a presença da angústia, da frustração, da tristeza ou da insatisfação - o que me mata de verdade, de modo eficaz, sou eu perante minha incapacidade de me expressar e de definir e relatar todos os meus medos, minhas angústias, minhas tristezas, insatisfações e frustrações.
Esrevo para espantar os fantasmas que vagam por meus pensamentos. Vagam tão incisivos, e dominantes e controlam todo tipo de sentimento que eu possa vir a ter no instante seguinte ou durante ou depois.
Porque eu ainda não aprendi a pensar sem influências, a sentir sem circunstâncias - a troco de nada, e a amar acima de tudo e todos. [...] E em cada ilusão eu enxergo a possibilidade de recomeçar. E em cada recomeço o clico se inicia alucinante e incandescente até onde me permitem acreditar. Se eu entendesse tudo que se passa comigo, não estaria aqui agora nessa agonia de querer definir o desfecho das peças que insistem em não se encaixar na minha cabeça.
Porque eu ainda não aprendi a pensar sem influências, a sentir sem circunstâncias - a troco de nada, e a amar acima de tudo e todos. [...] E em cada ilusão eu enxergo a possibilidade de recomeçar. E em cada recomeço o clico se inicia alucinante e incandescente até onde me permitem acreditar. Se eu entendesse tudo que se passa comigo, não estaria aqui agora nessa agonia de querer definir o desfecho das peças que insistem em não se encaixar na minha cabeça.
31/10/07
Acorde.
Tem um mundo lhe chamando
Você não pode ficar aí só sonhando
Aceite um sorrir
Aceite um conhecer
Aceite um se apaixonar
Um dia irá partir
Um dia irá perecer
Um dia irá
Para nunca mais voltar.
Tem um mundo lhe chamando
Você não pode ficar aí só sonhando
Aceite um sorrir
Aceite um conhecer
Aceite um se apaixonar
Um dia irá partir
Um dia irá perecer
Um dia irá
Para nunca mais voltar.
vendredi 27 mars 2009
Em um corpo
Algum corpo, talvez
Houvesse uma infinitude consciente e exata
Do âmago perdido no instante em que faz-se o nascimento
Quem foi que disse que já não nascemos sabendo?
Em uma alma
Alguma alma, talvez
A importância merecida jamais foi capaz
De se revelar na forma devida
Jamais adquiriu sua paz
Quando se manteve calada
Quando obteve receio e manteve-se escondida.
Em um sentimento
Algum sentimento, talvez
Resultasse das cinzas de momentos corrosivos
Se tornasse lembrança clara daquilo que foi arrancado sem o menor pudor
Fosse palavras escorridas nos corredores da vida
Fosse resultado de instantes delicados
Tais que geram tamanho torpor
Que devem ser sempre tratados
Com devida atenção, com necessitado amor.
Em um coração
Algum coração, talvez
Houvesse jorrando muita escuridão
Houvesse clamando por correspondência
Quem sabe em alguma alma, quem sabe em algum sentimento
Não haja a cura para o trauma do coração?
Porque quando as coisas se permitem mútuas
Nenhuma barreira destrói a essência.
Mas quem sou eu para dizer
O que deveria ou não haver
Dentro de um coração?
Se o meu próprio
É súbita imensidão traduzida e esparramada em pranto.
Algum corpo, talvez
Houvesse uma infinitude consciente e exata
Do âmago perdido no instante em que faz-se o nascimento
Quem foi que disse que já não nascemos sabendo?
Em uma alma
Alguma alma, talvez
A importância merecida jamais foi capaz
De se revelar na forma devida
Jamais adquiriu sua paz
Quando se manteve calada
Quando obteve receio e manteve-se escondida.
Em um sentimento
Algum sentimento, talvez
Resultasse das cinzas de momentos corrosivos
Se tornasse lembrança clara daquilo que foi arrancado sem o menor pudor
Fosse palavras escorridas nos corredores da vida
Fosse resultado de instantes delicados
Tais que geram tamanho torpor
Que devem ser sempre tratados
Com devida atenção, com necessitado amor.
Em um coração
Algum coração, talvez
Houvesse jorrando muita escuridão
Houvesse clamando por correspondência
Quem sabe em alguma alma, quem sabe em algum sentimento
Não haja a cura para o trauma do coração?
Porque quando as coisas se permitem mútuas
Nenhuma barreira destrói a essência.
Mas quem sou eu para dizer
O que deveria ou não haver
Dentro de um coração?
Se o meu próprio
É súbita imensidão traduzida e esparramada em pranto.
É que esse desejo incontrolável de descrever cada essência, cada instante, cada sentimento ainda não identificado me domina completamente.
É chama que insiste em queimar caso não seja libertada, caso não consiga espaço para se estender.
O meu maior desejo é ser capaz de distinguir momentos, dando a eles características próprias.
Preciso ter consciência de tudo que sinto, ao menos pensando. Nem sempre as palavras são necessidades natas. Certas vezes apenas necessito saber que há algo mais do que simples matéria. Há vida, há magia. Há indiscrição.
Há muito mais além da opacidade. Há algo além do material e imaterial.
Há algo além, muito além de nós.
E se não chegamos nem ao menos perto de reconhecer quem somos, o além disso, pelo menos no agora, está tão distante quanto a sobriedade está distante da loucura.
E a loucura é dádiva, que nem todos merecem. A loucura só é merecida por quem sabe desfrutá-la de forma devida. A loucura é única, é raridade, escassez, profunda.
A loucura é a maneira mais leve de se viver. É o jeito mais sincero de ser. É a forma mais graciosa de se movimentar. A loucura justifica os desejos mais latejantes e borbulhantes, as vontades mais urgentes e sufocantes. Se é assim, sou louca a todo momento. Mas não sei até quando a loucura vai me cobrir, me justificar.
É chama que insiste em queimar caso não seja libertada, caso não consiga espaço para se estender.
O meu maior desejo é ser capaz de distinguir momentos, dando a eles características próprias.
Preciso ter consciência de tudo que sinto, ao menos pensando. Nem sempre as palavras são necessidades natas. Certas vezes apenas necessito saber que há algo mais do que simples matéria. Há vida, há magia. Há indiscrição.
Há muito mais além da opacidade. Há algo além do material e imaterial.
Há algo além, muito além de nós.
E se não chegamos nem ao menos perto de reconhecer quem somos, o além disso, pelo menos no agora, está tão distante quanto a sobriedade está distante da loucura.
E a loucura é dádiva, que nem todos merecem. A loucura só é merecida por quem sabe desfrutá-la de forma devida. A loucura é única, é raridade, escassez, profunda.
A loucura é a maneira mais leve de se viver. É o jeito mais sincero de ser. É a forma mais graciosa de se movimentar. A loucura justifica os desejos mais latejantes e borbulhantes, as vontades mais urgentes e sufocantes. Se é assim, sou louca a todo momento. Mas não sei até quando a loucura vai me cobrir, me justificar.
Será que alguma coisa ainda resta
Alguma gota, algum pingo que talvez pudesse ser
A conseqüência dessa festa
Que os homens fazem do mundo
Tanta bebida
Tanta comida
Tanto prazer
Tanta satisfação
Não valeu a pena, garanto que não
Pois se em tudo isso
A humanidade não conseguiu se redimir
Não vai ser agora, no fim de tudo
Que conseguirão partir em paz.
Em todo lugar tem guerra
Em todo lugar tem ódio
Será possível que ninguém mais enxerga
Que a solução nunca foi gerar mais desordem?
Pelos céus, por deus, por qualquer crença que seja
Ninguém respeita mais nada
Então, de que adianta se curvar diante de maiores poderes
Freqüentar purgatórios, igrejas
Se nem os próprios poderes são reconhecidos?
Não faz sentido, não faz o menor sentido.
Viver assim, nessa inércia infinita
Ficar desse jeito, acreditar em outros
Mas não crer em si próprio
Que mundo é esse?
De tantas vantagens, tantos interesses
Que o interesse principal que devia ser buscado por todos
Evapora num movimentar de ondas
Evapora numa oportunidade insensata
De fazer do planeta, de fazer do abrigo
Um motivo de desistência, uma justificativa para os indesejados gritos.
Alguma gota, algum pingo que talvez pudesse ser
A conseqüência dessa festa
Que os homens fazem do mundo
Tanta bebida
Tanta comida
Tanto prazer
Tanta satisfação
Não valeu a pena, garanto que não
Pois se em tudo isso
A humanidade não conseguiu se redimir
Não vai ser agora, no fim de tudo
Que conseguirão partir em paz.
Em todo lugar tem guerra
Em todo lugar tem ódio
Será possível que ninguém mais enxerga
Que a solução nunca foi gerar mais desordem?
Pelos céus, por deus, por qualquer crença que seja
Ninguém respeita mais nada
Então, de que adianta se curvar diante de maiores poderes
Freqüentar purgatórios, igrejas
Se nem os próprios poderes são reconhecidos?
Não faz sentido, não faz o menor sentido.
Viver assim, nessa inércia infinita
Ficar desse jeito, acreditar em outros
Mas não crer em si próprio
Que mundo é esse?
De tantas vantagens, tantos interesses
Que o interesse principal que devia ser buscado por todos
Evapora num movimentar de ondas
Evapora numa oportunidade insensata
De fazer do planeta, de fazer do abrigo
Um motivo de desistência, uma justificativa para os indesejados gritos.
Fraca. Fraca. Fraca! – pulsa e sussurra na minha mente a voz dentro de mim. Será eu parte dessa realidade?
Ou será engano tudo que ouço emergido de dentro de mim?
Não posso negar a verdade das coisas, não posso negar a verdade de mim. Mas a verdade é edificada por quem? Eu queria ser capaz de criar minha própria verdade.
Não sou forte o suficiente, é isso.
Não consigo me manter bem nem satisfeita por muito tempo, nunca consegui.
Eu que tanto julgo o ruir do mundo, estou assistindo de camarote o ruir de mim.
Minha alma tece pensamentos que latejam incessantemente e incansavelmente no mais profundo do que eu sou. E é aí que eu chego ao meu profundo, só o desespero me leva até lá. E é aí que eu chego perto de me conhecer, de saber o que me preenche de verdade.
Ora, parece tão óbvio que o que me preenche de verdade é a minha pessoa.
Mas em certos momentos descreio totalmente desse óbvio tão exato.
É que simplesmente não existe nenhuma resposta correta tão fácil, tão prática de ser pensada, de ser encontrada. Então acredito que nada seja tão óbvio quanto parece.
Ou será engano tudo que ouço emergido de dentro de mim?
Não posso negar a verdade das coisas, não posso negar a verdade de mim. Mas a verdade é edificada por quem? Eu queria ser capaz de criar minha própria verdade.
Não sou forte o suficiente, é isso.
Não consigo me manter bem nem satisfeita por muito tempo, nunca consegui.
Eu que tanto julgo o ruir do mundo, estou assistindo de camarote o ruir de mim.
Minha alma tece pensamentos que latejam incessantemente e incansavelmente no mais profundo do que eu sou. E é aí que eu chego ao meu profundo, só o desespero me leva até lá. E é aí que eu chego perto de me conhecer, de saber o que me preenche de verdade.
Ora, parece tão óbvio que o que me preenche de verdade é a minha pessoa.
Mas em certos momentos descreio totalmente desse óbvio tão exato.
É que simplesmente não existe nenhuma resposta correta tão fácil, tão prática de ser pensada, de ser encontrada. Então acredito que nada seja tão óbvio quanto parece.
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